Vanessa Oliveira, um dos rostos mais
conhecidos da nossa televisão, é exemplo
de um percurso feito de muito trabalho
e com a consciência de que, regra geral,
o sucesso repentino dura pouco
Entrevista Vanessa Oliveira
E ncontrámo-nos com Vanessa Oliveira
depois de uma manhã bastante agitada,
onde a apresentadora acabara de substituir
Rita Ferro Rodrigues na condução
do programa da SIC Companhia das Manhãs e, uma
vez mais, confirmara que, apesar da prova de fogo
que foi o seu início de carreira, com intervenções em
tempo real nos concursos Quinta das Celebridades
e 1.ª Companhia, os directos continuam a deixá-la
nervosa. “Sim, estava nervosa, não só por ter sido
meio apanhada de surpresa, mas também por ter
uma grande noção de responsabilidade”, afirma. “As
‘borboletas na barriga’ tiram-me anos de vida, mas
prefiro que elas existam, pois quando temos as coisas
como garantidas às vezes corre mal. E eu sou muito,
muito perfeccionista, e odeio falhar. É por isso que
não gosto de famas repentinas e acho que este é
um percurso que se constrói com trabalho. Estamos
sempre a aprender!”
Neste trajecto construído com trabalho, Vanessa
surge associada a programas de entretenimento,
área onde assume sentir-se melhor. “Iniciei o meu
percurso na TVI, com reality-shows, mas quando
entrei para a SIC, em 2006, fiz o Diário da Manhã,
com o Pedro Mourinho, e tive a oportunidade de
experimentar a vertente jornalística. Gostei, sem
dúvida, mas confesso que o entretenimento faz
mais o meu género.” Neste momento, Vanessa Oliveira
é uma das belas apresentadoras do magazine
Fama Show, que recentemente celebrou dois anos
de vida. Mas a beleza que, queira-se ou não, tem
o seu peso quando se trabalha em televisão, nem
sempre é aliada, mesmo quando, como no caso de
Vanessa, se tirou Relações Públicas e Publicidade
e se fez uma pós-graduação em Apresentação de
Televisão. “Apesar de ter estudado, senti esse estigma
na mesma”, recorda. “Perante isso, a minha Neste trajecto construído com trabalho, Vanessa
surge associada a programas de entretenimento,
área onde assume sentir-se melhor. “Iniciei o meu
percurso na TVI, com reality-shows, mas quando
entrei para a SIC, em 2006, fiz o Diário da Manhã,
com o Pedro Mourinho, e tive a oportunidade de
experimentar a vertente jornalística. Gostei, sem
dúvida, mas confesso que o entretenimento faz
mais o meu género.” Neste momento, Vanessa Oliveira
é uma das belas apresentadoras do magazine
Fama Show, que recentemente celebrou dois anos
de vida. Mas a beleza que, queira-se ou não, tem
o seu peso quando se trabalha em televisão, nem
sempre é aliada, mesmo quando, como no caso de
Vanessa, se tirou Relações Públicas e Publicidade
e se fez uma pós-graduação em Apresentação de
Televisão. “Apesar de ter estudado, senti esse estigma
na mesma”, recorda. “Perante isso, a minha postura foi apostar em dar provas do meu trabalho
e continuar a dá-las para tentar fazer compreender
que, ao contrário do que algumas pessoas possam
dizer ou pensar, sou mais que uma cara bonita.”
Ser-se bonita tem os seus custos e Vanessa
não dispensa certos rituais. “Tenho alguns cuidados,
principalmente com o rosto e com o cabelo,
porque quase todos os dias sou maquilhada e
penteada. Diariamente, à noite e de manhã, limpo
a cara, uso creme hidratante e, de seis em seis
meses, faço uma boa limpeza de pele.” Esta disciplina
perde rigidez quando está em causa ir ao
ginásio. “Mas acho que compenso andando muito
e tendo um ritmo de vida acelerado. E tenho a sorte de não ser adepta de fritos, embora nem
sempre consiga resistir a um doce.” Irresistível
mesmo é um restaurante onde possa comer sushi e
uma montra com sapatos. “Sou louca por sapatos!
[Risos] Todas as estações renovo o meu roupeiro
e, nessa altura, vejo a roupa que já não vou
usar e convido as minhas amigas a ficarem com
o que mais gostam. Já os sapatos, são um problema,
pois sou incapaz de dá-los!” Quando fala
de sapatos, Vanessa refere-se ao calçado em geral,
até porque, quando não está a trabalhar, é muito
mais prática na forma de vestir. “Sou vaidosa, mas
nada como uns bons ténis, umas calças de ganga e
um top branco. Penso que, fruto desse constante
mudar de roupa, de maquilhagem e de penteado, acabo por preferir estar mais à vontade quando
posso”, diz, sem esconder o orgulho por ter sido
considerada a mais bem vestida na gala de entrega
dos Globos de Ouro 2009. “O segredo é saber
adaptarmo-nos às circunstâncias.”
No fundo, essa adaptabilidade acaba por tornar
Vanessa numa mulher de contrastes. Não fosse ela
dona de uma costela alentejana, fruto dos anos
passados em Santo André enquanto adolescente,
mas adepta de desportos que façam disparar a
adrenalina. Uma sportinguista que não gosta de se
ver com roupa verde. Uma “antilamechice” que não
controla são as lágrimas ao ler Nicholas Sparks. Ou
uma viajante que jamais esquecerá o Natal em Nova
Iorque e sonha com a passagem de ano nas ilhas
Fidji. Com direito a um jantar sobre o mar ou a um
mergulho em jaula para ver tubarões? “Um mergulho
para ver tubarões! Err… Podem ser as duas coisas?”
[Risos]. Quem sabe, Vanessa, quem sabe…
Pedro Guilherme Lopes